sábado, 3 de dezembro de 2011

3ª 15 Olimpiadas de 1936 - Estrutura Política.

Grupo:  Fernanda Patrícia Ferreira Da Costa  N°: 12
            Iara Francisca Rodrigues                     N°: 14
            Iohan Nayran de Lima Araújo               N°: 16
            Marcos Antônio Lira Faustino               N°: 26
            Robson de Souza Cruz                         N°: 35
            Samara Alves de Pontes                       N°: 36
Turma: 3° 15

                      A estrutura política durante a olimpíada de 1936

            Durante duas semanas do mês de agosto de 1936, enquanto aconteciam os Jogos Olímpicos de Verão, a ditadura de Adolf Hitler camuflou seu caráter racista e militarista. Ocultando sua agenda anti-semita e seus planos de expansão territorial, o regime explorou os Jogos para impressionar os espectadores e jornalistas estrangeiros com a imagem de uma Alemanha pacífica e tolerante. Ao rejeitar a participar de um boicote aos Jogos de 1936 os Estados Unidos e outras democracias ocidentais perderam a oportunidade de tomar uma posição que, segundo alguns estudiosos, poderia ter feito Hitler repensar o prosseguimento de seus sonhos de poder, além de fortalecer a resistência internacional contra a tirania nazista. Terminados os Jogos, as políticas expansionistas da Alemanha e a perseguição aos judeus e a outros "inimigos do estado" se intensificaram, culminando na Segunda Guerra Mundial e no Holocausto.
             Esporte e política jamais conseguiram se dissociar ao longo da história das Olimpíadas e a de 1936, em plena Berlim de Adolf Hitler, foi um exemplo clássico. O COI escolheu a capital alemã; em 1931, mas chegou-se a temer pela realização dos Jogos quando Hitler assumiu o poder, dois anos mais tarde.
            Mas os nazistas decidiram transformar os Jogos num espelho da superioridade branca e investiram pesado nisso. Houve recorde de participantes: 3.738 homens, 328 mulheres e 49 países. O governo alemão gastou cerca de US$ 30 milhões para ajudar a Alemanha a ficar em primeiro lugar no quadro de medalhas (89 no total, com 33 de ouro), à frente dos EUA (56, sendo 24 de ouro).
            A organização instalou circuitos fechados de TV para o público, levou transmissão de rádio para 41 países e criou um serviço de transporte aéreo de documentários feitos por zepelins. Tudo teria sido perfeito não fosse o norte-americano Jesse Owens, um negro que passou sua infância colhendo algodão no Alabama. "Com sete anos, eu colhia 45 quilos por dia", contava.
            Owens faturou quatro medalhas de ouro em Berlim, nos 100 e 200 metros, no 4x100 e no salto em distância. Hitler nunca apertou sua mão, mas ele foi bem recebido pelos próprios atletas alemães. De volta aos EUA, Owens foi homenageado com desfiles e presentes em dinheiro. No mesmo ano, ganhou US$ 2.000 para correr contra um cavalo em Cuba. "Não se pode comer medalhas de ouro", explicou.
            A 10.ª edição dos Jogos Olímpicos modernos viu pela primeira vez o esporte ser apenas a sombra da política. Com grande pressão nos bastidores, a candidatura de Berlim-ALE foi escolhida para sediar as Olimpíadas de 1936, derrotando Barcelona-ESP. Assim, o primeiro ministro Adolf Hitler esperava demonstrar ao mundo, por meio dos esportes, a superioridade ariana sobre as demais etnias. Entretanto, ele não esperava que um afro-americano chamado Jesse Owens roubasse a cena e vencesse quatro medalhas de ouro, derrubando por inteira a idéia fantasiosa do “Führer” alemão.
            Apesar de utilizar os Jogos como veículo político, a Alemanha fez bem o seu papel de anfitriã. Entre os dias 1º e 16 de agosto, 49 países enviaram delegações, em um total de 3963 atletas (331 mulheres e 3632 homens), e se depararam com uma infra-estrutura grandiosa. O Estádio Olímpico de Berlim mostrou-se ser o mais moderno já visto em uma edição dos Jogos. Além disso, pela primeira vez foi realizado o revezamento da tocha olímpica de Olímpia-GRE, palco dos Jogos da Antiguidade, até a capital alemã. Neste percurso, mas de 3 mil atletas carregaram a chama.


Fotos mostrando a desenvoltura dos alunos na realização do trabalho:











    

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